Negritude contra o retrocesso
As elites brancas e racistas do Brasil, inconformadas com as atuações do governo Lula em favor da população pobre brasileira, majoritariamente negra, se articulou sob a liderança do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para impedir qualquer avanço social ou perspectiva de ascensão do negro.
Após oito anos de intensos debates, o Estatuto da Igualdade Racial, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), sofreu vergonhosos cortes e alterações que o descaracterizaram completamente, retirando todo o impacto positivo que a sua implementação provocaria na sociedade brasileira e, principalmente, na parcela auto declarada negra.
O projeto original do senador Paulo Paim prevê um conjunto de ações afirmativas para promover a igualdade racial no país e compensar os descendentes de africanos pelos quase quatro séculos de escravidão e 120 anos de toda sorte de discriminações. O texto, que apenas buscava reparar injustiças históricas, foi alvo da ação dos setores conservadores e racistas, sendo mutilado pelo relator no Senado. O parlamentar Demóstenes Torres já é conhecido por culpar os africanos pela escravidão e por afirmar, sem meios termos, que os estupros das mulheres negras pelos seus senhores eram relações consensuais.
É surpreendente que uma agremiação política auto-denominada Democrática se permita atuar de forma tão retrógrada num período pré-eleitoral, quando milhões de eleitores negros estão atentos às notícias veiculadas sobre os seus representantes no Congresso. O DEM assumiu o papel inequívoco de agremiação racista, pautada por uma política reacionária de negação de direitos e tentativas constantes de impedir qualquer melhora na condição econômica e social da parcela da população brasileira que têm nos seus ancestrais os responsáveis por toda a produção da riqueza nos primeiros trezentos e cinqüenta anos da história desse pais. Prova disso é que além de retirar a menção sobre raça, privou a negritude do sistema de cotas nas universidades e no mercado de trabalho, além de barrar a possibilidade de uma assistência nacional de saúde específica.
Ao votar o texto de Demóstenes no dia 16 de junho, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado virou Comissão de Injustiça ao achincalhar e depreciar o Estatuto da Igualdade Racial.
Ao ser totalmente descaracterizado, o projeto ficou praticamente sem qualquer efeito prático no sentido de mudar a situação dos negros brasileiros.
Diante disso, este é o momento de pressão da militância sindical, do movimento negro e do conjunto das organizações democráticas e populares da sociedade brasileira para que, após a sanção presidencial, seja reparada a injustiça com projetos de lei capazes de recompor os objetivos iniciais propostos pelo senador Paim.
Certamente a Secretaria Nacional de Combate ao Racismo, cuja criação deixa claro o comprometimento da CUT com a causa, permanecerá mobilizada e na linha de frente desta luta, que é de todos e todas, pois é inegável que a maioria da população deste pais tem o sangue negro correndo em suas veias.
Diante dos que buscam transformar esta nação, sob a força da chibata e da mordaça em um imenso navio negreiro, reiteramos a intransigente defesa do Estatuto da Igualdade Racial a partir dos moldes em que foi concebido e, portanto, da sua implementação integral. Zumbi está conosco, os feitores com eles.
Maria Júlia Nogueira, secretária Nacional
No ultimo domingo dia 13 de junho, os militantes do Partido dos Trabalhadores através de uma votação simbólica oficializaram a candidatura de Dilma Rousseff à Presindencia da Republica.
Cerca de duas mil pessoas lotaram o auditório do Centro de Convenções Unique Palace, em Brasília. Os militantes celebraram a oficialização da candidatura com gritos e aplausos. A maioria deles carregava bandeirinhas do Brasil e bandeiras na cor lilás, que representa as mulheres do PT.
A convenção nacional do PT começou por volta de 10h e contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, José Alencar, presidentes de partidos da base aliada, deputados e senadores e do vice de Dilma, o deputado Michel Temer, do PMDB.
Convenção do PT-SP homologará candidatos e política de alianças
Evento no ExpoCenter Norte define nomes e números de candidatos(as) petistas a todos os cargos em disputa nas eleições de 2010.
No dia 26 de junho, a partir das 9 da manhã, ocorre a Convenção Estadual do PT paulista. O evento será no Pavilhão Vermelho do ExpoCenter Norte, e deve ocorrer até as 16h. A Convenção homologa todas as candidaturas petistas em disputa nas eleições de 2010, além da coligação constituição pela política de alianças.
Deste modo, serão homologadas as candidaturas do senador Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, da ex-ministra Marta Suplicy ao Senado, a chapa de candidaturas aos legislativos estadual e federal. Também será feito o sorteio de números de candidatos(as).
Será feita também a homologação da política de alianças que indica a candidatura de Netinho de Paula, ao Senado, e o nome do(a) vice-governador(a). São doze os partidos envolvidos na coligação com o PT: PDT, PTN, PSDC, PRP, PSL, PTdoB, PCdoB, PR, PRB, PPL, PTC.
Críticos da UNE, à esquerda e à direita, tem que fazer um minuto de silêncio!
A aprovação da reserva de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação - o que enseja agora debates de "aonde?", dentro dessa área - só tem paralelo na campanha "O Petróleo É Nosso", mas aqui, o movimento estudantil, UNE à frente foi ainda mais protagonista.
Porém, não apenas o fato histórico em si registra a força da UNE, atualmemente combatida diariamente pela grande imprensa e colunistas de direita, mas também a capacidade de mobilização (três grandes atos em BSB e uma "guerrilha virtual", ontem) que conseguiu alterar o relatório original do governo, que que tinha sido aprovado na Câmara, e dispersaria os recursos advindos da nova fonte de petróleo pelo desenvolvimento social e regional em áreas de combate à pobreza, educação, saúde, cultura, ciência e tecnologia (sendo esta umbilicalmente ligada à educação) e ambiental.
Agora, se existisse uma grande imprensa séria no Brasil, seria hora da Veja, do consórcio dos Marinho, do Estadão, da Folha et caterva virem a público e se retratarem, dizendo: "realmente, entre o 'Fora Sarney' e a luta pela soberania sobre o pré-sal, vocês estavam corretos". Afinal, historicamente, não existe comparação entre o que mais seria bom para o país.
É uma geração de diretores que entra na História, especialmente o presidente da entidade, Augusto Chagas, que pode reivindicar seu lugar no panteão dos grandes líderes estudantis.
Se você, leitor, não concorda, então ainda não conseguiu mensurar o que aconteceu nessa madrugada.
Fonte: http://juventudeempauta.blogspot.com/
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