Futebol e Juventude

Por muito tempo a Copa do Mundo foi um momento contraditório para a militância de esquerda. O camarada ficava dividido entre o coração e a razão: a cada jogo, cada vitória da Seleção, o coração arrebatava o político, o transformava em torcedor. A verdade é que a razão nunca venceu esta batalha. E a relação entre política e futebol nunca foi comprovada, ninguém hoje ousa afirmar que a Ditadura Militar durou mais por causa do tricampeonato em 1970. O fato desta relação ser falsa não significa que devemos nos entregar à paixão e não realizar nenhuma reflexão sobre o futebol na nossa sociedade. A Copa do Mundo é um negócio que movimenta bilhões de dólares, e o velho esporte bretão também faz circular uma grande quantidade de dinheiro em nosso país.
Esta exuberância financeira motiva o sonho de milhares de jovens brasileiros. A meta de se tornar um jogador de futebol profissional, de entrar em um grande clube do Brasil e a partir daí conseguir uma transferência para a Europa mobiliza parcela significativa da nossa juventude, que concentra suas energias em testes, peneiras, escolinhas, migrando dos seus Estados de origem em busca de melhores oportunidades, etc.
Esses jovens vêm sendo chamado de “pés de obra” pelos estudos acadêmicos e jornalísticos que analisam esta situação criticamente. Contudo, a imagem projetada pela grande mídia e que impregna a mente das crianças e adolescentes brasileiros é o paraíso dos grandes jogos e gols bonitos, dos melhores craques que conquistam tudo o que desejam apenas porque possuem talento com a bola no pé.
Novamente, estabelece-se uma relação difícil para o cidadão ativo, crítico, que luta por um Brasil cada vez mais justo e democrático. Não pode fechar os olhos para essa situação que causa sofrimento para a maioria dos jovens que embarca nesta aventura, pois obviamente não há lugar para todo mundo no eldorado do futebol brasileiro e internacional.

Enem 2010: MEC antecipa inscrições; sistema já está no ar

As inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010 já podem ser feitas pelo site http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao/ O prazo, que começou na segunda-feira, 21 de junho, terminará em 9 de julho, às 23h59. A prova será aplicada nos dias 6 e 7 de novembro. A taxa do exame custa R$ 35 e deve ser paga em agências do Banco do Brasil.

* Enem 2010: Tire suas dúvidas sobre o exame

Para se inscrever, o interessado deve preencher o formulário disponível na web, adotando os seguintes procedimentos:
* informar os dados pessoais;
* solicitar, quando necessário, atendimento especial ou diferenciado especificados em campo próprio do formulário;
* definir o idioma da sua prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol);
* selecionar o estado e o município onde deseja realizar as provas;
* indicar a pretensão de utilizar os resultados do Enem para fins de certificação de nível médio (no caso de uso do Enem para certificação, o inscrito deverá ainda indicar a Secretaria de Estado de Educação ou Instituição da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica para o qual deseja enviar seus dados e notas para pleitear certificação);
* preencher o questionário socioeconômico, obrigatório para a conclusão da inscrição;
* verificar se o envio dos dados da inscrição foi concluído com sucesso, conferindo as informações prestadas e o número de inscrição fornecido pelo sistema de inscrição;
* preencher declaração de carência, para pleitear isenção de taxa de inscrição, ou imprimir Guia de Recolhimento da União – GRU Simples e efetuar o pagamento no valor de R$ 35 em qualquer agência do Banco do Brasil, até a data de vencimento nela apresentada. O pagamento após a data de vencimento implica o cancelamento da inscrição. O Banco do Brasil confirmará o pagamento junto ao Inep.
A inscrição só será válida após a confirmação do pagamento

Usos do Enem

Negritude contra o retrocesso

As elites brancas e racistas do Brasil, inconformadas com as atuações do governo Lula em favor da população pobre brasileira, majoritariamente negra, se articulou sob a liderança do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para impedir qualquer avanço social ou perspectiva de ascensão do negro.
Após oito anos de intensos debates, o Estatuto da Igualdade Racial, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), sofreu vergonhosos cortes e alterações que o descaracterizaram completamente, retirando todo o impacto positivo que a sua implementação provocaria na sociedade brasileira e, principalmente, na parcela auto declarada negra.
O projeto original do senador Paulo Paim prevê um conjunto de ações afirmativas para promover a igualdade racial no país e compensar os descendentes de africanos pelos quase quatro séculos de escravidão e 120 anos de toda sorte de discriminações. O texto, que apenas buscava reparar injustiças históricas, foi alvo da ação dos setores conservadores e racistas, sendo mutilado pelo relator no Senado. O parlamentar Demóstenes Torres já é conhecido por culpar os africanos pela escravidão e por afirmar, sem meios termos, que os estupros das mulheres negras pelos seus senhores eram relações consensuais.
É surpreendente que uma agremiação política auto-denominada Democrática se permita atuar de forma tão retrógrada num período pré-eleitoral, quando milhões de eleitores negros estão atentos às notícias veiculadas sobre os seus representantes no Congresso. O DEM assumiu o papel inequívoco de agremiação racista, pautada por uma política reacionária de negação de direitos e tentativas constantes de impedir qualquer melhora na condição econômica e social da parcela da população brasileira que têm nos seus ancestrais os responsáveis por toda a produção da riqueza nos primeiros trezentos e cinqüenta anos da história desse pais. Prova disso é que além de retirar a menção sobre raça, privou a negritude do sistema de cotas nas universidades e no mercado de trabalho, além de barrar a possibilidade de uma assistência nacional de saúde específica.
Ao votar o texto de Demóstenes no dia 16 de junho, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado virou Comissão de Injustiça ao achincalhar e depreciar o Estatuto da Igualdade Racial.
Ao ser totalmente descaracterizado, o projeto ficou praticamente sem qualquer efeito prático no sentido de mudar a situação dos negros brasileiros.
Diante disso, este é o momento de pressão da militância sindical, do movimento negro e do conjunto das organizações democráticas e populares da sociedade brasileira para que, após a sanção presidencial, seja reparada a injustiça com projetos de lei capazes de recompor os objetivos iniciais propostos pelo senador Paim.
Certamente a Secretaria Nacional de Combate ao Racismo, cuja criação deixa claro o comprometimento da CUT com a causa, permanecerá mobilizada e na linha de frente desta luta, que é de todos e todas, pois é inegável que a maioria da população deste pais tem o sangue negro correndo em suas veias.
Diante dos que buscam transformar esta nação, sob a força da chibata e da mordaça em um imenso navio negreiro, reiteramos a intransigente defesa do Estatuto da Igualdade Racial a partir dos moldes em que foi concebido e, portanto, da sua implementação integral. Zumbi está conosco, os feitores com eles.

Maria Júlia Nogueira, secretária Nacional
No ultimo domingo dia 13 de junho, os militantes do Partido dos Trabalhadores através de uma votação simbólica oficializaram a candidatura de Dilma Rousseff  à Presindencia da Republica. 



Cerca de duas mil pessoas lotaram o auditório do Centro de Convenções Unique Palace, em Brasília. Os militantes celebraram a oficialização da candidatura com gritos e aplausos. A maioria deles carregava bandeirinhas do Brasil e bandeiras na cor lilás, que representa as mulheres do PT.
A convenção nacional do PT começou por volta de 10h e contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, José Alencar, presidentes de partidos da base aliada, deputados e senadores e do vice de Dilma, o deputado Michel Temer, do PMDB.

 
Leia na integra o discurso de Dilma