Genoino é um dos oito deputados presentes em todas as sessões
Dos 513 deputados, apenas oito, ou 1,6% do total, participaram de todas as sessões deliberativas no plenário da Câmara no primeiro semestre deste ano. É o que mostra levantamento exclusivo do Congresso em Foco, cuja veiculação teve início na última segunda-feira (2) com a reportagem sobre o recorde de faltas batido no período. Veja na lista abaixo os mais assíduos.
Os deputados Arnaldo Madeira (PSDB-SP), Emanuel Fernandes (PSDB-SP), José Genoino (PT-SP), Manato (PDT-ES), Nelson Meurer (PP-PR) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) compareceram a todas as 59 sessões deliberativas (destinadas à votação de proposições) realizadas entre fevereiro e julho.
Já Euripedes Miranda (PT-RO) e Ricarte de Freitas (PTB-MT), embora tenham cumprido todos os seus compromissos em plenário, tiveram muito menos obrigações que seus colegas: 2 e 13 sessões deliberativas, respectivamente, estavam entre seus compromissos parlamentares.
Ambos são suplentes, e tomaram posse no final dos mandatos dos titulares. Eurípedes assumiu a vaga de EduardoValverde (PT), que concorre ao governo de Rondônia. Já Ricarte tomou posse no lugar de Wellington Fagundes (PR), licenciado do mandato por 120 dias para se dedicar em tempo integral à campanha de reeleição para a Câmara.
Fonte: Congresso em Foco
Mais que um pai, meu herói
Em um comovente relato, Miruna nos revela o Genoino pai e avô, tão incansável e dedicado quanto o Genoino militante. Confiram:
Domingo, 8 de agosto de 2010
Domingo, 8 de agosto de 2010
É muito bom ter pai. É muito bom ter alguém que está sempre pronto a nos ajudar, que nos entende, que nos ajuda, que nos dá força e que está com um sorriso sempre a postos. É muito bom ter um pai como o meu pai… Graças a ele nunca me senti sozinha, nem nos momentos mais difíceis, porque ele sempre dava algum jeito de me mostrar que eu sempre teria o seu ombro onde me apoiar.
Parece mentira, mas pensando agora no meu pai, percebi que nunca o vi cansado. Nunca mesmo… depois de trabalhar a semana inteira, de viajar para cima e para baixo, com debates, palanque, o que fosse, quando ele estava em casa, sempre esteve pronto para ser o melhor pai do mundo para mim e para meu irmão… é claro que nós sempre sentimos muita falta de tê-lo mais perto, mais cotidianamente como muitos amigos nossos tinham, mas com o tempo aprendemos que é mais importante como você passa seu tempo com seu pai do que quanto tempo está com ele.
Quando toda aquela etapa difícil na vida do meu pai aconteceu, vivenciei pela primeira vez na vida a experiência de ter um pai todos os dias, dia e noite em casa. E lembrei-me muito das vezes em que eu ficava desejando (secretamente, claro), que ele estivesse mais dias conosco e menos em Brasília, porque vi que eu preferia mil vezes que ele estivesse longe, mas junto conosco, ligando, feliz, do que daquele jeito, triste, deprimido e sem saber muito bem que rumo tomar. Naquela época sofri demais porque foi a única vez na vida em que ele foi um super pai, mas um pai triste.
Ainda assim serei sempre grata porque mesmo quando ele passou pelo pior momento de sua vida, não deixou de ser meu pai querido. Eu estava prestes deixar a todos, deixar o Brasil e ele me ajudou de todos os jeitos possíveis, não deixando nunca que ninguém me desanimasse e sempre mostrando-se muito orgulhoso por eu ter encontrado meu caminho. Em nenhum momento disse que não queria que eu fosse, argumentando que ele ficaria com muita saudade, mas que mais importante é que eu fosse para onde eu seria mais feliz… quando eu decidi voltar ao Brasil ele de novo não foi logo dizendo, “filha, volte logo”, e não me apoiou até que eu pudesse ter pensado muito e depois de que eu tivesse realmente o convencido de que era uma decisão pensada e certa. E que meu marido, que ele sabe o quanto amo, estivesse disposto a vir comigo…
Hoje estou aqui feliz, porque comemoro o dia dos pais perto desse meu pai tão amado, tão especial, meu herói. Esse pai que já nasceu meio avô, e que agora que é mesmo vovô, mostra a cada encontro, a cada gesto, seu amor incondicional pelos meus filhos. E mesmo depois de ter percorrido seis cidades do interior de São Paulo em apenas dois dias, chega com o pique total para brincar de cavalinho com o Luismi, carregar a Paulinha no cangote e dar banho nos dois quase que ao mesmo tempo.
Eu continuo sem vê-lo cansado.
Te amo, Papai! Feliz dia dos pais!
Fonte: As aventuras de uma família hispano-brasileira! (blog da filha de José Genoino, Miruna Kayano Genoino)
“Meu respeito pelo Genoino” de Ticiana Studart (PT|CE)
Aprendi a gostar muito e respeitar o companheiro Genoíno. Respeito pela sua trajetório de vida, marcada pela dedicação incansável a um projeto de mudanças e uma biografia pública marcada pela ética e a verdade. Respeito pela simplicidade, pelo tratar de igual, pela alegria. Sim, mesmo que a vida, sobretudo a vida política, lhe tenha sido muita dura, com torturas no corpo e na alma, Genoíno é um homem alegre, um cearense, povo que aprende a rir até daquelas coisas ruins, justamente pra ter capacidade de elevar o humor e seguir em frente. É por isso que o Genoíno diz que olha sempre pro pára-brisa.
Aprendi a gostar desse cearense quando pude conviver com ele no PT Nacional, ele Presidente e eu membro do setorial de juventude. Ele chegava à Sede sempre de cabeça erguida e mão estendida, cumprimentando segurança, copeira, jovem, mulher, negro, companheiro da executiva, imprensa … Ele reunia com a juventude, era um entusiasta, apoiador de nossas bandeiras. Talvez nossa presença no partido lhe fizesse rememorar o jovem Genoíno, que saiu de Fortaleza em dezembro de 1968 para lutar no Araguaia, viveu clandestino, foi preso e torturado, perdeu muitos camaradas … E fruto dessa geração anterior, onde tantos tombaram, mas muitos seguiram e lutaram para redemocratizar o país, é que hoje podemos ter um Partido como o PT, democrático, onde a juventude pode se auto organizar, publicizar suas idéias, fazer política noutro patamar, inclusive reunindo com o Presidente do Partido como muitas vezes fizemos com o Genoíno.
Aprendi, também, que mesmo que a política faça da vida mais dura, nos imponha sofrimentos, derrotas pessoais e até injustiças, deve-se manter firme e continuar. O neoliberalismo impregnou minha geração de descrença de qualquer mudança, como se o consumo fosse a grande verdade e mola impulsionadora da felicidade.
A história de vida do Genoíno, sua serenidade e postura utópica diante das coisas, me faz pensar que eu ainda tenho muitos longos anos pela frente e que vale a pena dedicar a vida em favor de um projeto que possa se materializar na felicidade coletiva.
Ontem, fiquei muito emocionada com sua fala no ato de posse da companheira Luizianne, Presidenta do PT Ceará. Porque as palavras do Genoíno foram carregadas de tanta franqueza e amor pela luta política, pela lucidez e a serenidade, pela pessoa que ele é: um homem íntegro, um político sério, um militante apaixonado, um patrimônio do PT e da esquerda brasileira.
Texto de Ticiana Studart militante do PT/CE publicado em seu blog no dia 12 de fevereiro de 2010.
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